PEDRO HENRIQUE VIEIRA DE MENEZES
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20 dias sem punheta, entrei na farmácia pra comprar um halls, ai a menina do caixa falou assim: "boa noite, posso ajudar?" Mano, quem fala isso?? Todo mundo sabe que as meninas do caixa só falam "Boa noite/Bom dia/Boa tarde" mas pra mim ela falou logo "Boa noite, posso ajudar", safada! ela ta super na minha. Ai eu peguei um halls vermelho e disse: "Quero um halls de morango" ai ela disse: "esse ai é de cereja, o de morango é o mais rosinha" olha que safada, mano, inacreditável, a mina teve a audácia de falar que o halls vermelho não é de morango só pra puxar assunto comigo, decidi ver até a onde a cara-de-pau dela ia, então eu disse "Há... é Tudo a mesma coisa!" então ela deu uma risadinha. Mano não foi uma piada, não tinha motivo pra ela rir! ela riu pra me deixar à vontade e pedir meu zap, tenho certeza. Então fiquei olhando pra cara dela calado por uns 50 segundos pra fazer um elo no flerte porque não era justo só ela fazer tudo, ela perguntando; "Ééé... Deseja mais alguma coisa, senhor??" Olha que safada se oferecendo pra mim no horário de trabalho, então eu só fiquei com o halls na mão olhando para ela, ela começou a olhar pros lados pra ver se alguém tava olhando pra ela pedir meu zap, ela Tava tão eufórica com minha presença que tava começando a suar e encher os olhos de água, certamente imaginando nosso futuro casados. Dois minutos após eu só segurar o halls e olhar nos olhos dela, eu pus a mão no bolso pra pegar a carteira e ela falou: "por favor, não me machuque!" certamente imaginando um sexo selvagem por eu ser esse macho alpha que sou. Então pequei a carteira, abri um sorriso, peguei 2 Reais e paguei o Halls. Ai eu disse "eu voltarei" e uma lágrima desceu pelo rosto dela. Certamente ela está completamente apaixonada por mim e chorando de felicidade.
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Rayllander
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“Senhor... o que quer que eu faça? Não posso ouvir o Senhor...” Há silêncio. Só o som distante da guerra. E então, um grito de soldado ferido rompe o ar. Doss entende. É a resposta. “Tudo bem, Senhor. Vou buscar ele.” Enquanto o inferno explode ao redor, ele ora baixinho a cada novo corpo que encontra: “Senhor, ajuda-me a salvar mais um.” “Só mais um, Senhor.” (“Lord, please help me get one more.”) Ele repete isso como um mantra, entre o choro e o esforço físico. Cada vez que termina de descer um homem, ele volta para o campo, mesmo sabendo que pode morrer a qualquer segundo. Doss rasteja, se arrasta, carrega homens maiores que ele nas costas. Em certo momento, ele é atingido por estilhaços, mas continua. Seu corpo fraqueja, mas sua oração se mantém firme: “Só mais um, Senhor.” Quando o dia amanhece, os soldados que estavam lá embaixo percebem os feridos sendo baixados, um por um, pela corda. Ninguém entende como alguém está fazendo aquilo sozinho. Quando finalmente encontram Doss, ele está exausto, desmaiando de cansaço, mas com o semblante sereno. Tinha salvo 75 homens naquela noite. O capitão Glover, que antes zombava da fé dele, o encara em silêncio, e diz: “Eu não entendo como você fez isso, Doss.” E Doss responde com simplicidade e humildade: “Eu só rezei pra Deus me ajudar a salvar mais um.”
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